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Dicas para montar uma oficina de motocicletas

Dicas para montar uma oficina de motocicletas

Confira informações essenciais para quem deseja abrir a própria oficina

Seja no cenário urbano ou no interior, o público está cada vez mais interessado pelo universo das duas rodas. Isso porque estamos falando de um transporte rápido, barato e de baixo custo, o qual, muitas vezes, pode melhorar a mobilidade de seu usuário. 

Com um número crescente desse veículo no Brasil, alguns podem ver nesse quadro a oportunidade de abrir o próprio negócio: uma oficina de motocicletas. Seguindo o raciocínio, a demanda por manutenções e consertos será alta, já que houve um aumento de unidades em circulação. Se isso já passou pela sua cabeça, ou você se interessa pelo tema, confira algumas dicas na hora de montar o seu estabelecimento:

  1. Conheça o mercado

O primeiro ponto, essencial antes de abrir qualquer negócio, é conhecer o mercado. Nisso, inclui-se mercado consumidor, concorrente e fornecedor.

  • Mercado Consumidor

O mercado consumidor nada mais é do que o seu público-alvo, quem você busca atrair e atender na oficina. Analisando os proprietários de motos, vê-se um quadro misto. Enquanto algumas pessoas estão descobrindo o meio agora, sabemos que esse veículo carrega um número grande de fãs há bastante tempo. Os admiradores o consideram como símbolo de liberdade e aventura. Por outro lado, os compradores mais recentes podem ser mais atraídos pelo custo-benefício e praticidade, inclusive firmando a moto como um instrumento de trabalho, como é o caso dos entregadores de aplicativo.

Além disso, a participação feminina teve um aumento significativo – segundo o Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), o número de mulheres habilitadas para pilotar motos cresceu 50% de 2012-2019. Assim, é nítido que, além de grande, o público do motociclismo é diverso. 

Sua oficina precisa estar preparada para atender seu público, podendo ser desde os clientes mais exigentes, que idolatram as suas motos, até os mais práticos, que não podem ter o serviço prejudicado por mau funcionamento do veículo. Caso opte por uma abordagem certeira, você pode focar em um público específico, concentrando a sua oficina apenas para customização de motos, por exemplo, ou motos colecionáveis antigas.

  • Mercado concorrente

Tendo em vista que o público-alvo de uma oficina pode variar, as próprias lojas terão perfis distintos, de acordo com seus clientes. Há quem considere a especialização em uma área um caminho inteligente, mas vai da escolha de cada um. 

Analise as concorrentes de acordo com a sua proposta. Assim, se você pretende atender apenas motos do dia a dia, não precisa se preocupar com oficinas especializadas em itens colecionáveis, pois são nichos diferentes. 

Quando se deparar com competidores válidos, preste atenção a itens como preço, qualidade, serviço, atendimento, localização, e mais. Anote os fortes e fracos dos seus oponentes, buscando tornar o seu negócio apto a enfrentá-los, incluindo adaptações que surjam a partir dessa análise. 

  • Mercado fornecedor

Por último, mas não menos importante, temos o mercado fornecedor. No caso, são os próprios fabricantes, por meio de distribuidores. É essencial ter uma boa relação com quem está vendendo, porém, além disso, saber quais as peças mais fáceis de encontrar, quais as mais difíceis, as que devem ser compradas com mais frequência, as de melhor qualidade. Entenda o cenário dos fornecedores, quais as melhores opções para você e, claro, se o contexto compensa para a abertura da sua oficina. 

  1. Defina a localização

A partir da análise do mercado, o próximo passo é definir a localização – fundamental para a atratividade do seu negócio. Opte por locais com bom fluxo de motociclistas e boa visibilidade, como avenidas relevantes para a região. Às vezes, estar perto da concorrência, por mais que seja uma situação competitiva, traz vantagens, pois já é uma certeza que o público-alvo estará por lá.

Além disso, considere a facilidade de acesso, segurança, valor do aluguel, possibilidade de expansão e disponibilidade de serviços essenciais, como luz e água. Outros aspectos legais, como a existência de dívidas ou aprovações da Prefeitura, também devem estar na sua lista de checagem.

  1. Confira as exigências legais e específicas

Um elemento básico para iniciar, oficialmente, um negócio é a parte burocrática. Por mais que assuste alguns logo de cara, esse processo não precisa ser uma dor de cabeça se seguido com calma e ordenadamente.

Para que a abertura da empresa aconteça com sucesso, vários documentos devem ser reunidos e preenchidos. A lista é longa, partindo da Junta Comercial até o registro no Corpo de Bombeiros. Cabe ao empreendedor conferir a lista completa no órgão competente do seu estado.

Quanto à parte fiscal e tributária, o proprietário deve recolher alguns tributos e contribuições, por meio do DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional). Ademais, os tributos variam de acordo com o perfil do estabelecimento. 

  1. Organize a sua dinâmica de operação

Quando a empresa já estiver sendo aberta e outros pormenores estiverem decididos, é o momento de organizar a dinâmica de operação da sua oficina. Como é o atendimento? Qual o tamanho da equipe? Quais os horários e serviços?

É importante definir qual será o processo produtivo do estabelecimento, organizando tanto no quesito espaço, como também quanto aos funcionários. Defina também se haverá automação, isto é, o uso de ferramentas automatizadas e recursos tecnológicos. Implemente um sistema de gestão para organizar orçamentos, agenda, contas a pagar e receber, controle de estoque de peças, etc.  

  1. Planejamento financeiro

Além de possíveis conquistas e sonhos pessoais, uma oficina é aberta com um objetivo: lucrar. Para render bons resultados, cada detalhe precisa estar funcionando bem. Portanto, uma boa estrutura e montagem estratégica da oficina já deve trazer resultados positivos, mas tudo é propiciado se houver planejamento financeiro desde o início.

Confira sugestões que auxiliam na gestão financeira:

  • Fluxo de caixa

Acompanhamento contínuo da entrada e saída de dinheiro por meio do fluxo de caixa. Traz uma visão da situação financeira do negócio. Conforme a empresa for crescendo, o dono pode considerar adquirir softwares de gerenciamento para auxiliar no controle monetário.

  • Capital de giro

Recurso disponível para que o negócio possa fluir sem muitos obstáculos. Essencial para o início do projeto, mas precisa acontecer uma boa gestão. 

  • Princípio da entidade

O patrimônio da empresa não deve se misturar com o do dono, ou seja, mantenha a conta empresarial separada da conta pessoal. 

  • Despesas

Esteja atento às despesas, sobretudo as fixas, como pagamento de luz, internet, manutenção de equipamentos, etc. 

  • Reservas

Um fundo reserva é composto por uma porcentagem do lucro mensal. Fica, literalmente, em “reserva” até que precise ser utilizado, como para troca ou modernização de equipamentos. 

  1. Saiba gerenciar

Por último, se a sua oficina realmente for aberta, é imprescindível que a sua parte continue sendo cumprida. Nesse quesito, o proprietário deve saber gerenciar tudo. Cada empreendedor possui o seu próprio perfil, mas é indispensável manter os olhos abertos para o que acontece no seu negócio. Tenha sempre noção do que acontece internamente, do feedback dos clientes e, claro, confira se as etapas estabelecidas estão sendo seguidas. Ainda, o mais óbvio deve ser feito: conferir os números no final do mês, se há lucro.

Em suma, não importa se está andando tudo como previsto ou se surgiram obstáculos, um bom empreendedor nunca para. Logo, não esqueça de estar sempre se atualizando, entendendo quais são as novidades no mercado, e buscando mudanças e adaptações para serem feitas na sua loja, a fim de melhorar os resultados.


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